Atividades e Serviços

Home » Atividades e Serviços » Calatonia

Calatonia

A Calatonia é uma técnica de relaxamento profundo que leva à regulação do tônus, promovendo o reequilíbrio físico e psíquico da pessoa. Essencialmente falando a Calatonia baseia sua atuação na “sensibilidade táctil”, através da aplicação de estímulos suaves, em áreas específicas do corpo onde se verifica especial concentração de receptores nervosos.

Benefícios / Indicações:

  • Proporciona vivências multisensoriais;
  • Atua sobre a totalidade do organismo de modo reestruturador;
  • Estresse;
  • Relaxamento;
  • Enxaquecas;
  • Asma;
  • Alergias;
  • Descontração das articular e muscular;
  • Comutações vasomotoras;
  • Distúrbios glandulares;
  • Distúrbios de ordem psicossomáticas;
  • Recondicionamento do ânimo.

A técnica foi criada por Pethó Sándor, um médico húngaro que radicou-se no Brasil desde 1949 (até seu falecimento em 1992) aqui desenvolvendo trabalhos clínicos e de pesquisa iniciados quando ainda vivia na Europa na época do pós-guerra.

Na época da segunda grande guerra mundial Sándor trabalhou no atendimento de feridos e refugiados em deslocamento pela Europa. Naquele período, dadas as precárias condições geradas pela guerra, com freqüência via-se diante de situações onde os recursos médicos, além de escassos, eram de pouca ajuda no atendimento de seus pacientes.

Nesse contexto, Dr. Sándor foi designado para o cuidado de pacientes com os mais variados traumatismos, conforme ele mesmo relatou ao falar sobre o surgimento de seu método:

»Idealizou-se este método durante a segunda guerra mundial, com base nas observações feitas em casos de readaptação de feridos e congelados, no período posterior à grande retirada da Rússia. Num hospital da Cruz Vermelha foram atendidas as mais diferentes queixas na fase pós operatória, desde membros fantasma e abalamento nervoso, até depressões e reações compulsivas».

Estudos e Pesquisas:

Alguns casos em que a aplicação da Calatonia é contra-indicada:

  • Angústia interna que leve ao desejo de cometer suicídio;
  • Psicoses;
  • Fase em que a pessoa esteja consumindo algum tipo de droga;
  • Durante a gestação;

Um importante e significativo aspecto subjacente ao método calatônico é o relacionamento que se estabelece entre o Terapeuta e o Cliente.

No processo da Calatonia observa-se ainda a vinculação corporal do terapeuta ao paciente durante todo o período de aplicação dos toques, período este em que um amplo envolvimento bi-pessoal se estabelece, produzindo um conjunto peculiar de ressonâncias psico-físicas, com a evocação de sensações e sentimentos e com o “const” de imagens internas.

Devido à multidimensionalidade do processo que ocorre entre os dois pólos, durante a aplicação da Calatonia, a atitude do terapeuta representa um aspecto importante no decorrer do treinamento do método proposto por Pethö Sándor.

Para evitar interferências diretivas ou parciais durante a execução dos toques, recomenda-se que se evite a intenção pessoal ou a mobilização através do EGO durante este período. Pethö Sándor sugeria a evocação de um “terceiro p”, como um SELF projetado, para onde se direcionaria a atenção psíquica do Terapeuta e de onde proviria o “com” da relação.

Justamente por essa multidimensionalidade, a relação bipessoal que se estabelece através da Calatonia é muito rica e pode constituir-se numa experiência peculiar se realizada entre casais, ou mesmo entre amigos ou familiares, surgindo como uma “modali” no ato de relacionar-se, evidentemente que após o treinamento e preparo devidos. Neste caso, esta possibilidade apresenta-se também como uma alternativa ao Psicoterapeuta, nos enfoques de terapias familiares ou de casais ou ainda nos locais onde os toques não são bem aceitos como procedimento na relação terapeuta e paciente/cliente.

Em São Paulo, Brasil já dispomos de relatos de profissionais de diferentes áreas sobre a utilização da Calatonia como recurso auxiliar na Psicologia, Medicina, Educação, Reabilitação Física, Fonoaudiologia, etc.